A 3DPress transformou arquivos experimentais e necessidades de obra em caixas físicas personalizadas para o Condomínio Residencial Santa Cândida — do case de uma tela ESP32 aos painéis de embutir para botoeira, display e outros componentes.
Resumo do projeto
O projeto começou com um case para uma placa ESP32 com tela touch e evoluiu para uma família de caixas destinadas à infraestrutura de automação do condomínio. A necessidade era criar soluções de acabamento e proteção que se adaptassem a equipamentos, nichos de parede e condições reais de instalação, incluindo exposição ao sol em área protegida da chuva.
Parte das primeiras referências havia sido criada com ferramentas de IA e scripts paramétricos. A 3DPress entrou para analisar a viabilidade, corrigir arquivos que não exportavam adequadamente e converter a intenção do cliente em peças fabricáveis, com geometria, espessuras, fixação e acabamento compatíveis com a impressão 3D.
O desafio
O condomínio precisava acomodar diferentes componentes: uma botoeira de portão e um display embutidos, uma caixa para solenoide e painéis de maior porte. Cada aplicação tinha dimensões e restrições próprias, como abas de acabamento, profundidade útil, pontos de fixação, tampas removíveis e aberturas específicas.
O desafio não era apenas imprimir arquivos existentes. Era entender o que cada caixa precisava fazer na instalação, identificar inconsistências nos modelos recebidos e adaptar o projeto para que fosse resistente, montável e visualmente adequado ao ambiente.
Da referência digital à peça pronta para produzir
Para as primeiras demandas, a 3DPress avaliou arquivos STL, 3MF, SCAD e referências visuais enviados pelo cliente. O case inicial para ESP32 foi produzido em PETG, escolhido pela necessidade de melhor resistência mecânica e climática. A peça foi entregue no dia seguinte à aprovação e recebeu do cliente uma avaliação direta: “Nota 11”.
Na etapa seguinte, o escopo passou a incluir uma caixa de embutir com espaço interno de 20 × 15 cm, aba de acabamento de 2 cm e profundidade de 2 cm. Os arquivos iniciais, gerados fora de um ambiente CAD tradicional, precisavam de ajustes. A 3DPress revisou a geometria, confirmou a função da peça e definiu o formato adequado: acabamento frontal, corpo embutido e espessuras compatíveis com o uso.
Engenharia aplicada à instalação
O diálogo técnico orientou as decisões do modelo. A caixa precisava receber uma botoeira de portão e um display, ficar exposta ao sol em área abrigada de chuva e manter uma aparência limpa na parede. O PETG foi mantido como material de produção, e a cor cinza acabou sendo aprovada pelo cliente como a opção visual preferida.
O projeto foi além da caixa inicial e passou a reunir três soluções de tamanhos distintos:
uma caixa pequena, com tampa removível parafusada, colunas internas e furos traseiros de fixação;
uma caixa média, aberta em uma lateral e simplificada sem furos e saliências desnecessários;
uma caixa grande de embutir, com área interna aproximada de 300 × 150 × 35 mm e aba frontal de acabamento.
Essa divisão permitiu tratar cada equipamento conforme sua função, em vez de adaptar todos os componentes a um único padrão genérico.
Quando o tamanho exige uma nova estratégia de fabricação
A caixa grande ultrapassava a dimensão viável para impressão em peça única. Em vez de reduzir o projeto ou comprometer a aplicação, a 3DPress desenvolveu uma solução em duas partes, com união por colagem e tiras plásticas de reforço nas faces internas.
O cliente foi informado sobre a divisão antes da produção e aprovou a alternativa. Assim, a restrição do volume de impressão se tornou uma decisão técnica controlada: a peça pôde manter suas dimensões de instalação, ser montada na própria 3DPress e entregue como um conjunto pronto para uso.
Prototipagem, acabamento e continuidade
A primeira peça de grande formato foi priorizada para atender à necessidade de instalação. Depois da validação do desenho, a caixa média recebeu ajustes de profundidade, eliminação de detalhes não necessários e refinamento das paredes. As peças foram finalizadas com pintura, respeitando o tempo de cura necessário devido à umidade do período.
Além das peças físicas, os arquivos 3D do projeto foram encaminhados ao cliente. Isso preserva a continuidade da solução: quando houver necessidade de novas unidades, substituições ou variações, o desenvolvimento não precisa recomeçar do zero.
Resultado: uma família de soluções sob medida para a automação do condomínio
O trabalho resultou em caixas e cases personalizados para apoiar a automação predial do Condomínio Residencial Santa Cândida. A solução reuniu:
cases em PETG para equipamentos eletrônicos e displays;
caixas de embutir com abas de acabamento para integração à parede;
tampa removível, colunas internas e pontos de fixação onde necessários;
adaptação de arquivos experimentais para modelos fabricáveis;
estratégia de produção em partes para a caixa de grande formato;
acabamento e padronização visual definidos com o cliente;
arquivos digitais preparados para futuras reposições e novas impressões.
O projeto demonstra como a impressão 3D profissional pode atuar além da prototipagem rápida: ela viabiliza soluções específicas de instalação, reduz o tempo entre a necessidade de obra e a peça física e permite evoluir o conjunto conforme novos componentes são incorporados ao sistema.