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Do MVP ao lote-piloto: case personalizado para dispositivo médico conectado

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A 3DPress transformou um case padrão, usado no MVP, em uma solução própria para o dispositivo DAWA Sync: com acessos definidos pela aplicação, identidade visual e ventilação refinada após testes reais de temperatura.

Resumo do projeto

A DAWA Medicina Inteligente desenvolve uma solução para uso em clínicas médicas e utilizava, no MVP, um case comercial padrão para abrigar uma Raspberry Pi Zero 2 W. Na transição para a operação em campo, a equipe precisava de uma carcaça que deixasse de ser apenas um invólucro genérico: ela deveria proteger a eletrônica, eliminar acessos desnecessários, manter a única porta USB destinada à transferência de dados, permitir a visualização do LED e comunicar a identidade da marca.

O trabalho da 3DPress foi desenvolver, prototipar e iterar esse case junto à equipe da DAWA. O projeto evoluiu com a validação física e com os testes térmicos realizados no dispositivo, chegando a uma configuração equilibrada entre ventilação, acabamento visual e viabilidade para um lote-piloto.

O desafio

O case original atendia ao uso inicial da placa, mas expunha portas que não faziam parte da aplicação final e não refletia a marca do produto. Além da personalização, havia uma decisão importante de produto: a porta USB de dados precisava ser reposicionada para a lateral, de forma mais adequada ao uso do equipamento. A alimentação, por sua vez, seria feita por cabo, permitindo esconder o dispositivo atrás do equipamento clínico e reduzindo o risco de impactos em conectores rígidos.

O projeto também precisava ser pensado para uma primeira produção em pequena escala. Em vez de antecipar o investimento elevado de um molde de injeção plástica, a impressão 3D em PETG permitiu validar a solução funcionalmente, com qualidade de acabamento e liberdade para ajustes antes de uma escala maior.

Do esboço à arquitetura do case

Com a placa física em mãos e a documentação enviada pela DAWA, a 3DPress definiu a arquitetura inicial do case: base e tampa retas, pontos internos de fixação para a Raspberry Pi Zero 2 W, abertura exclusiva para a porta USB de dados e um furo dedicado ao LED de status. As demais aberturas foram eliminadas, evitando acessos que não teriam função na aplicação.

Uma decisão de fabricação já entrou nessa etapa. A referência inicial tinha uma tampa curva, mas a geometria foi simplificada para uma solução de melhor repetibilidade na impressão 3D e mais adequada à produção sob demanda. A identidade visual da DAWA foi incorporada ao conjunto, com área para marcação e estudo de aplicação por adesivo DTF-UV.

Primeira prototipagem e validação de uso

Os primeiros protótipos físicos permitiram conferir dimensões, montagem da placa, posição das portas e leitura do LED. A equipe recebeu uma versão com acabamento em duas cores para avaliação e confirmou a qualidade da impressão como adequada para seguir com o desenvolvimento.

Mais importante, o protótipo colocou o case no cenário de uso real. Durante a simulação de operação, a equipe identificou aumento de temperatura e redução de desempenho do processador. Em vez de tratar o protótipo como peça final, a validação foi usada como uma etapa de aprendizado: o comportamento térmico passou a orientar o próximo ciclo de projeto.

Ventilação ajustada a partir dos testes

A DAWA e a 3DPress avaliaram alternativas de dissipação, considerando aumento de volume interno, entradas laterais e aberturas na tampa. A solução escolhida preservou a altura original do case e criou uma matriz de aberturas em padrão colmeia na região superior, favorecendo a circulação de ar sem descaracterizar o produto.

O desenho foi refinado em conjunto: aproximamos e alinhamos as colmeias, revisamos a distribuição das linhas e criamos uma leitura visual mais organizada. Após novos testes, a equipe constatou que o case apresentava cerca de 3 °C a mais que o equipamento sem carcaça — comportamento equivalente ao case comercial de referência. Isso permitiu seguir com confiança para a fase piloto, mantendo a busca por aperfeiçoamentos futuros como uma possibilidade de evolução do produto.

Equilíbrio entre ventilação e identidade visual

Com a ventilação validada, a etapa seguinte foi recuperar uma área de marca sem comprometer a circulação de ar. O desenho final concentrou as colmeias na região central, manteve o furo do LED e reservou uma faixa para a logomarca DAWA. A base também recebeu aberturas e uma elevação de 3 mm, criando passagem de ar por baixo do conjunto.

Esse ajuste mostra um ponto essencial do desenvolvimento de produto: uma boa solução não nasce apenas do primeiro modelo 3D. Ela resulta do equilíbrio entre restrições técnicas, testes de campo, estética e as prioridades reais de quem vai utilizar e apresentar o produto ao cliente final.

Resultado: um case próprio para a fase de campo

O projeto resultou em um case personalizado para o dispositivo DAWA Sync, preparado para abrigar a Raspberry Pi Zero 2 W em aplicações clínicas. A solução reúne:

  • acessos simplificados, deixando exposta apenas a porta USB necessária à aplicação;

  • visualização do LED de status;

  • fixação interna planejada para a placa;

  • identidade visual integrada e espaço dedicado para a marca;

  • ventilação superior e inferior desenvolvida a partir de testes reais;

  • fabricação em PETG por impressão 3D, adequada para a fase piloto e para ajustes rápidos.

Com a versão aprovada, a DAWA autorizou a produção inicial de 50 unidades para iniciar a distribuição aos clientes e acompanhar o desempenho do conjunto em campo. A relação permanece aberta para novas evoluções, incluindo estudos de materiais e dissipação para uma futura versão do produto.